Minha Vinda Para São Paulo

Já fazia vinte dias que não nos viamos, e a impressão que tinhamos, era que a distância parecia cada vez maior, a saudades estava ficando insuportavel.

Eu não tinha mais nada a perder, afinal a escola onde eu trabalhava não estava aquelas coisas, meu chefe disse que não tinha condições de continuar pagando meu salário, então me demitiu.

Em Americana não existem muitas oportunidades para quem quer crescer e voar alto, então pensei bem e resolvi unir o útil ao agradável.

Na manhã do dia 28 de agosto de 1999, fiz minhas malas peguei um ônibus e vim para São Paulo. Nos reencontramos nesse dia, estavamos morrendo de saudades, e pudemos passar o fim de semana juntas. Depois fui para a casa de um amigo, e fiquei lá durante um mês depois mudei-me para uma pensão, até conseguir alugar um apartamento para poder morar com o grande amor da minha vida.

Consegui emprego logo que cheguei, é claro não fiquei nele, mas posso afirmar que nada acontece por acaso, o período de adaptacão foi um pouco difícil, afinal eu não conhecia essa cidade, me via sendo engolida pelos altos edifícios, senti muito o gelo das pessoas e da cidade, por onde eu andava tudo me assustava, não vou negar que chorei muito, então certo dia, eu estava em crise de choro, olhei no espelho e disse a mim mesmo: - "Cris, você escolheu estar aqui, então pare de chorar e seja forte, ou você prefere voltar para casa da sua mãe e aguentar ela te enchendo a paciência pelo resto da sua vida? - Decidi que não iria mais chorar, enxuguei as lágrimas, respirei fundo ergui a cabeça e não deixei que a saudades de casa e dos amigos me influênciasse.

Nesse período encontrava minha flor todos os dias, faziamos um trajeto grande a pé, só para podermos ficar juntas, encontravamos na estação Paraíso e caminhávamos pela av. Paulista, depois iamos pela Dr. Arnaldo, Cardoso de Almeida e por último a Av Pacaembú, onde as vezes parávamos em uma cabine telefônica, fingiamos estar ligando e ficavamos namorando.

Certa noite em uma de nossas caminhadas entramos na cabine, não havia movimento na avenida, estava frio e o transito estava tranquilo, ficamos namorando e não percebemos a aproximação de um rapaz, que parou em frente a cabine e disse:
- "Desculpe atrapalhar a brincadeira de vocês, mas será que eu posso usar o telefone?" Ficamos super sem graça e saímos da cabine, essa foi a última vez que namoramos em uma cabine telefônica, mas nossas aventuras serão lembradas para sempre.

No dia 28 de abril fez oito meses que estou aqui, posso afirmar que já consegui realizar grande parte dos meus sonhos, já aluguei o tão esperado apartamento e logo minha flor virá morar comigo.

Mas o mais importante de tudo é que quando sentia vontade de voltar para casa pensava no meu amor que está aqui e a vontade de ficar perto dela sempre prevalesceu.

Nesses meses que estamos juntas posso afirmar que é o melhor momento de minha vida, e desejo arduamente que dure por toda eternidade, assim como durará esse grande amor que sentimos uma pela outra.

"Ana, quero que você saiba o quanto és importante para mim, e o quanto sou Feliz ao seu lado. EU TE AMO"

Capítulo VII - Nossa Filha Victoria

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